quarta-feira, 2 de setembro de 2015

COMO NASCE UM SANTO




Hoje, às 16 horas, na Praça Fausto Cardoso, o Grupo de Teatral Boca de Cena se apresenta com o espetáculo teatral "Como Nasce um Santo", dentro da programação do Festival Sergipano de Artes Cênicas, promovido pela SECULT.



O texto de Rian Santos trata do confronto mais antigo do mundo. Em plena Fausto Cardoso o público vai se deparar com o bem e o mal. Deus e o diabo. Inferno e paraíso. A montagem do espetáculo ‘Como nasce um santo’, do grupo Boca de Cena, sob a direção de Ira Bispo, encena o julgamento da humanidade pela enésima vez. O resultado é o mesmo. Escapamos cheios de graça. Sempre por um fio.
Não é o religioso João de Camargo no banco dos réus. Mas todos os filhos de Deus, os vícios e as virtudes da criatura. Escravo criado entre a casa grande e a senzala, como tantos outros, o negro João aprendeu o amor do criador sob diversas formas, sobretudo as mais duras. No sincretismo da liturgia católica com os rituais da ancestralidade africana, Nhô João levantou as pedras de sua igreja. Este o seu crime.
Novenas, macumbagens, repentes e agogô na porta do céu. Besta é quem perde. Uma festa daquelas. O espetáculo do grupo Boca de Cena, com dramaturgia de Eduardo Moreira, possui uma leveza muito característica, a rara virtude de fazer a piada sem desmerecer o argumento. É pra rir até as tampas.




FICHA TÉCNICA


DIREÇÃO GERAL: Iradilson Bispo.
DRAMATURGIA: Eduardo Moreira
COORDENAÇÃO E DIREÇÃO DO PROJETO: Rogério Alves
PREPARAÇÃO VOCAL: Babaya Morais
TECNICO E OPERADOR DE SOM: Cristiano Andrade Oliveira
COMPOSIÇÃO DA TRILHA E DIREÇÃO MUSICAL: Joésia Ramos.
CONSULTORIA DE PREPARAÇÃO CORPORAL: Edeise Gomes Cardoso Santos
PESQUISA DE MESA: Alexandra Gouvea Dumas
OFICINA DE PERCUSSÃO: Gladston Batista – Ton Toy
ARTE GRÁFICA: Calango Designer e Comunicação
APOIO MONTAGEM E DESMONTAGEM: Ícaro Olavo
ATORES:
Anne Samara
Carolen Meneses
Gustavo Floriano
Jonathan Rodrigues.
Patrícia Brunet.
Felipe Mascarello.
Rogério Alves.
Thayres Diniz

terça-feira, 1 de setembro de 2015

COMÉDIA NA PRAÇA “DANDO NÓ EM PINGO D’ÁGUA”




Hoje, às 16 horas, na Praça Fausto Cardoso, a Eitcha Cia. de Teatro se apresenta com o espetáculo teatral “Dando Nó em Pingo D’Água!”, dentro da programação do Festival Sergipano de Artes Cênicas, promovido pela SECULT. Os atores da Cia. tem vasta experiência em comédias e teatro de rua e essa montagem, que tem texto e direção de André Santana, promete proporcionar muitas risadas na plateia.

O espetáculo traz o universo nordestino dos causos e artimanhas de personagens já consagrados na história do teatro popular como o Benedito, um homem de raízes pobres e que conta com seu espírito malandro para lutar contra as adversidades da vida.

De acordo com André Santana, diretor do espetáculo, essa montagem contou muito com a colaboração de todos os envolvidos no que concerne ao desenvolvimento da trama e das cenas. “Todo o processo de ensaio perpassou pela colaboração, onde todos puderam sugerir cenas, criação de dramaturgia, cores e cortes, resultando em uma montagem onde todo o elenco se doou com opiniões e críticas que geraram no final um espetáculo com o que tinha de melhor em cada integrante, seja ele ator, figurinista ou técnico de som. A humildade de experimentar e ouvir o que o outro tinha a dizer demonstrou o quanto a equipe de trabalho estava unida e querendo que o espetáculo estreasse bem resolvido em todos os aspectos, e é isso que queremos mostrar para o público em geral!”, concluiu o diretor.

A dramaturgia de Altimar Pimental, Ariano Suassuna, José Maria Rodrigues e Aglaé Fontes, inspiraram a Companhia de modo que o texto apresenta um nordeste feliz com suas histórias e causos, com suas danças características e com seus sons marcantes da sanfona, zabumba e triângulo.

Para Rose Ribeiro, atriz que interpreta Quitéria, a relação direta que essa personagem tem com o público, surgindo dele e conversando diretamente com ele, sugere situações de identificação com quem está assistindo. “Não há nada novo, mas o que é posto em cena tem muito do cotidiano de cada um que assiste. O público se vê no espetáculo em alguma situação pela qual já passou e isso é muito divertido.” Comenta a atriz.




Sinopse

Eitha Pentcha é uma cidade localizada em qualquer lugar do nordeste brasileiro. Lá vivia e retornou Benedito de Lima, cabra esperto e trapaceiro que em suas manobras e aventuras consegue tirar proveito das situações. Em seu retorno descobre que acontecerá um baile na casa do Capitão João Mariano, aí começam as tramoias de Benedito para entrar no disputado baile. De repente conhece Rosinha, a filha do Capitão que lhe rouba o coração. Daí aumenta ainda mais o desejo de ir à festa. Aos trancos e barrancos, Benedito consegue adentrar o baile e por não atender às exigências do anfitrião acaba sendo expulso, porém...(ah, só assistindo o espetáculo para saber como essa história se desenrola!)

Trajetória da Companhia

Criada em 2011, a Eitcha Companhia de Teatro surgiu a partir de um trabalho de educação através da arte em escolas da cidade de Aracaju e Nossa Senhora do Socorro. Alunos de treze escolas da rede estadual e municipal de ensino assistiram às apresentações da peça teatral “As Aventuras de Rosinha e o Bruxo do Nariz Vermelho” enfatizando a importância da leitura. Em seguida, a Cia. assumiu as apresentações do Projeto “Zé da Luz nas Escolas”, em parceria com a Empresa Energética de Sergipe, levando teatro com mensagens educativas para escolas e praças da capital e do interior sergipano. Atuou também com esquetes para diversas empresas. Em 2012, com o Projeto “Eitcha que Tem Teatro na Feira!”, patrocinado pela Fundação Nacional de Artes e Ministério da Cultura, a Cia. percorreu as cidades de Nossa Senhora da Glória, Japoatã, Neópolis, Japaratuba e Cedro de São João apresentando um espetáculo de rua, com dramaturgia concebida à luz da literatura de cordel que também fez parte da programação em 2013 do XXXVIII Encontro Cultural de Laranjeiras. A Cia. conta também em seu repertório com os espetáculos “Os Saltimbancos” e “Eitcha, Casamento Sem Jeito”, este último utiliza técnicas de manipulação de teatro de bonecos. Assim, a Cia. transita nas artes cênicas em diversos estilos: adulto, infantil, rua e teatro de animação. Atualmente, a Cia. está em processo de montagem do seu mais novo espetáculo “Anjo Negro”, de Nelson Rodrigues, aprovado no Edital Prêmio César Macieira de Montagem.

Ficha Técnica:

Texto e Direção: André Santana
Assistente de Direção: Guil Costa
Direção de Produção: André Santana
Produção Executiva: Patrícia Santos
Elenco: André Santana, Cesar Leite, Felipe Santana, Guil Costa, Paulo Ricardo, Rosana Costa, Rose Ribeiro, e Solimões Feitosa
Figurino: Pedro Andrade
Costureiras: Norma Borges e Renise Ramos
Maquiagem: Estévão Andrantus
Cenografia: André Santana
Adereços: Cesar Leite
Músicas: André Santana, Guil Costa e Rose Ribeiro
Fotografias e Arte do Cartaz: André Gusmão
Sonorização: Parceria Aúdio
Técnico de Som: Negão
Projeto Gráfico: Adelson Alves

Serviço:

Espetáculo: Dando Nó em Pingo D’Água!
Dia: 01 de setembro de 2015
Horário: 16 horas
Local: Praça Fausto Cardoso
Genêro: Comédia
Classificação: Livre
Duração: 50 minutos
Entrada franca
Promoção: Festival Sergipano de Artes Cênicas




segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O CHÁ



Hoje ás 21H no Teatro Atheneu, dentro da programação do Festival de Artes Cênicas "O CHÁ". Uma comédia divertida e emocionante, texto de Zelda Leite, direção de Ivo Adnil e grande elenco.
E aí vamos encerrar agosto dando boas gargalhadas!?

domingo, 30 de agosto de 2015

“DEVIR”, da “Espaço Liso Cia. de Dança”



“DEVIR”, da “Espaço Liso Cia. de Dança” com coreografia, concepção e direção de Ewertton Nunes, será apresentado hoje, no Teatro Atheneu, às 21, no Festival Sergipano de Artes Cênicas 2015 com entrada franca.

O projeto tenciona dar continuidade à pesquisa da companhia em aproximar a dança contemporânea de outras linguagens tais como o teatro e o audiovisual. Esteticamente inspirado na filmografia do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, o espetáculo extrai das narrativas dos seus filmes, a essência de personagens complexas que agem impulsionadas pelos desejos e que por eles são modificadas o tempo inteiro, num devir constante da vida onde a morte seria o limite desse processo. Nessa perspectiva, as transformações aconteceram dentro e fora das personagens. Trazendo à tona reflexões sobre gênero, condutas morais, violências e limites éticos. O espetáculo deixa no ar algumas provocações: Vale tudo pelo desejo? Eu serei o mesmo no instante seguinte? Até que ponto a liberdade não é violenta?

Um espetáculo forte cenicamente, poético e elaborado para gerar reflexão filosófica sobre transformação permanente dos seres para o seu máximo ou para o seu mínimo, como a água que congela ou derrete. Os intérpretes dançam a transitoriedade do presente frente aos acontecimentos, o presente como uma consequência do passado e um processo para o futuro que começa no segundo seguinte. A predominância de cores fortes no cenário, figurino e iluminação faz alusão ao estado bruto dos sentimentos humanos, dos desejos intensos. Projeções e elementos de cena dão poesia à encenação. A ideia de “corpos-líquidos” foi aplicada na concepção coreográfica com finalidade de comunicar o transitório, o adaptável dos corpos no contato com o espaço e com outros corpos e outras sensibilidades.
“Visto que a temporalidade predominante do ser é a do presente (com o passado e o futuro como seus modos deficientes), o puro devir-sem-ser significa que dever-se-ia evitar o presente –ele nunca “ocorre efetivamente”, ele é “sempre iminente e já passou”. (Gilles Deleuze)A p

A Espaço Liso Cia. De Dança dialoga com a proposta de Almodóvar quando apropria-se de outras artes para se fazer comunicar . A inserção de uma dramaturgia nos espetáculos é uma característica da Cia. desde a fundação. Devir extrai da obra do espanhol alguns dos temas de maior recorrência em sua filmografia: a traição, a obsessão, a solidão, a sexualidade transgressiva e o transformismo; as sequências com revelações, reviravoltas, crueldades, assassinatos; os fetiches sexuais , as motivações pouco convincentes e o inverossímil. Em Almodóvar o ser e não ser alternam-se na mesma aparição, de forma que é impossível fixá-los através da contradição pois eles dançam, sem parar, na margem “entre a delícia e a desgraça, entre o monstruoso e o sublime”. Devir busca o paradoxo dessa coexistência de realidades contraditórias, sem que nenhuma delas reivindique o ser de sua verdade.



O espetáculo da Espaço Liso aproxima a linguagem da dança contemporânea do universo estético do cineasta espanhol Pedro Almodóvar e do pensamento Deleuziano sobre o Devir. Devir significa a mudança constante que o ser humano passa em sua história. A palavra foi utilizada primeiramente por Heráclito e seus seguidores. A metáfora das águas de um rio, que continua sempre o mesmo, mesmo que suas águas mudem constantemente explicaria o devir . É a eterna mudança do homem, o qual todo dia é um novo ser, todo dia é diferente do dia anterior.

As personagens criadas por Almodóvar em suas obras servem para exemplificar o constante estado de transformação das coisas no contato com os acontecimentos. E a força que impulsiona esses movimentos do passado para o presente e do presente para o futuro é o desejo. Nessa perspectiva, a inspiração nos conflitos propostos pelo cineasta provocou na companhia o interesse em dançar uma obra rica em cores, conceitos, psicologia e acima de tudo transitoriedade.



"Devir é, a partir das formas que se tem, do sujeito que se é, dos órgãos que se possui ou das funções que se preenche, extrair partículas, entre as quais instauramos relações de movimento e repouso, de velocidade e lentidão, as mais próximas daquilo que estamos em vias de tornarmos, e através das quais nos tornamos. É nesse sentido que o devir é o processo do desejo. Esse princípio de proximidade ou de aproximação é inteiramente particular, e não reintroduz analogia alguma. Ele indica o mais rigorosamente possível uma zona de vizinhança ou de co-presença de uma partícula quando entra nessa zona". (Devir em Deleuze e Guattari - Mil Platôs )



FICHA TÉCNICA

Intépretes: Catarina Andrade, Eden Brísio, Ewertton Nunes, Luanda Ribeiro, Rosana Costa, Fábio São José


Iluminação: Sérgio Robson


Sonoplastia: Dean Carregosa


Concepção, Coreografia e Direção: Ewertton Nunes


Classificação: 18 anos


BR 00 - Saltimbancos na estrada



Hoje no Teatro Tobias Barreto ás 17H na programação do Festival de Artes Cênicas 2015. Um espetáculo para toda família.

O BR 00 – Saltimbancos na estrada tem como estética os antigos filmes do cinema mundial.

Sendo toda em preto e branco, muda e legendada, a peça conta a história de duas pessoas que, por motivos distintos, buscam na estrada novos rumos para suas vidas. Ao se conhecerem, decidem trilhar juntos esta longa “BR” que os guiará em busca de um novo horizonte.

Porém, esta dura vida de mambembes, os problemas de convivência e a dificuldade em conseguirem dinheiro, obrigam os nossos dois personagens a descobrirem e reinventarem novas maneiras de conseguirem seu sustento.

Assim, ao longo dessa estrada, veremos as desventuras de Branco e Augusto, dois carismáticos saltimbancos, mostrando que a vida, assim como a “BR”, pode trazer uma surpresa a cada curva.

BR 00 – Saltimbancos na estrada foi contemplado com o prêmio Myriam Muniz e teve suas diversas apresentações realizadas em festivais de importância nacional e inúmeras cidades da Brasil.

Desejamos a todos uma boa viagem.


sábado, 29 de agosto de 2015

Espetáculo BOI DE BARRO FRAGMENTOS


Hoje no Teatro Lourival Batista às 20H o espetáculo BOI DE BARRO FRAGMENTOS com o grande ator César Leite, dentro da programação do Festival de Artes Cênicas.

A performance espetáculo é baseada nos Autos Dramáticos, onde retrata a morte e ressurreição do Boi; tenta buscar na essência da arte, da dança e do teatro popular uma forma de favorecer um maior envolvimento entre o público e a cultura popular, proporcionando uma relação com o imaginário das Danças Dramáticas, onde o corpo e a arte interagem-se a partir dos elementos simbólicos das manifestações tradicionais populares do Auto do Boi.
Um enredo que mistura drama, comédia, literatura de cordel, música e dança.
Desenvolve-se em torno da lenda do fazendeiro que tinha um boi de raça muito bonito e querido por todos. Na fazenda trabalhavam Mateus casado com Catirina. Um dia Catirina engravidou e teve um desejo estranho, o de comer a língua do boi. Mateus fica desesperado, mas com medo de Catirina perder o filho que esperava, caso o desejo não fosse atendido, resolve matar o boi para atender o desejo da mulher.
O patrão percebe o sumiço do boi e sai à procura de Mateus para castigá-lo pelo seu ato anti-social. Mesmo castigado, Mateus fica com pena do patrão por ter matado o seu boizinho preferido, tenta então reverter à situação e lança mão de Pajelança e Rezas para assim ressuscitá-lo, e o milagre acontece. O boi ressuscita, e tudo termina com muita alegria e festa.
Elementos utilizados no espetáculo: Boi, Boizumbá, Cazumbá, Guerreiro, Velha Rezadeira, Boneca, Burrinha, Dois Baús e dois cestos.
Tempo de apresentação do espetáculo: 50 minutos
Classificação etária: Livre




quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Vulcão e Senhora dos Restos no Festival de Artes Cênicas

"Vulcão", abrilhantou a abertura da programação do Festival de Artes Cênicas no Teatro Tobias Barreto. Encenado pela atriz, Diane Veloso, o espetáculo do Grupo Teatral Caixa Cênica com direção de Sidnei Cruz e texto de Lucianna Mauren foi gerado através de fragmentos da memória da atriz.





"Senhora dos Restos" emocionou o público na segunda noite do Festival em duas sessões lotadas. A atriz Isabel Santos encenou os dramas vividos por moradores de rua em uma crítica social abordada no texto do dramaturgo sergipano Euler Lopes.